segunda-feira, 31 de outubro de 2011

"Homem de Palavra[s]"



Ruy Belo (1933-1978),
nome maior da poesia portuguesa da segunda metade do século XX, será homenageado num colóquio internacional - 03 e 04 de novembro - na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Sob o mote " Homem de Palavra[s]", o colóquio, assinala o cinquentenário da publicação do primeiro livro do poeta, "Aquele Grande Rio Eufrates" (1961).

Será lançado um novo número da revista Colóquio/Letras, dedicado a Ruy Belo e no qual se incluem vários artigos sobre a sua obra e duas cartas inéditas do poeta de "Toda a Terra".Serão igualmente lançadas três obras editadas pela Assírio & Alvim: "Na Margem da Alegria", uma antologia de poemas de Ruy Belo escolhidos pelo poeta Manuel Gusmão; "Homem de Palavra[s]", uma reedição apresentada por Paula Morão; e "O Núcleo da Claridade", de Duarte Belo, um olhar sobre o espólio do poeta, que será apresentado pelo poeta Nuno Júdice.

O programa Camara Clara recebeu Teresa Belo, a sua mulher, naquela que é a sua primeira entrevista em televisão.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A LUZ DA MELODIA - O presente no passado

Os professores de Língua Portuguesa do Ensino Básico decidiram um dia, à roda de uma mesa redonda, lançar um desafio literário aos seus alunos.
Como mote, escolheram o primeiro parágrafo do conto “O Homem” de Sophia de Mello Breyner, uma vez que esta autora os acompanha desde o segundo ciclo e integra o PNL. Delinearam, então, o trabalho a desenvolver durante uma aula (90 minutos) de Língua Portuguesa: a primeira turma teria acesso à frase original e a uma imagem e construiria a situação inicial da narrativa e, seguindo o princípio de uma corrida de estafetas, cada turma pegaria no testemunho, elaboraria nova sequência e fá-lo-ia chegar à turma seguinte (do 7º ao 9ºano).
Concluída a narrativa, promoveram junto dos alunos envolvidos um concurso para a escolha do título e subtítulo. Em simultâneo, seduziram, com a leitura do conto, duas docentes de Artes: Olga Olímpia Pinheiro e Patrícia Escobar, para que estas, enamoradas, colaborassem, respectivamente, na ilustração e paginação do mesmo.
O resultado desta parceria surpreendeu positivamente os promotores e os “escritores” colaboradores, quer pela originalidade da estória quer pela cadeia de entusiasmo e expectativa criadas.
A narrativa encontra-se publicada aqui.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O Andaime com Mia Couto

Rodrigo, Daniel e Sara são três jovens do grupo de teatro “O Andaime que este fim-de-semana anda à solta pelas ruas de Penafiel. Na voz espalham as palavras do escritor Mia Couto o homenageado do festival Escritaria. É para ele que hoje vão representar.

“É um bocadinho assustador, temos uma responsabilidade em cima porque além de estarmos a interpretar, temos aquela pessoa que escreveu o que nós estamos a dizer. Estamos assustados, mas é gratificante”, conta Sara.

Vão representar textos dos livros “Jesusalém”, “Terra Sonâmbula” e “Tradutor de Chuvas”, palavras de Mia Couto que gostam em particular.



domingo, 16 de outubro de 2011

Contaminar é a palavra de ordem ...

Durante dois dias há palavras do escritor moçambicano à solta nas ruas e montras da cidade com post-its gigantes espalhados pela cidade, escritaria nas paredes, nos caminhos e letras pintadas no asfalto”.

Com raízes na região do Douro, o escritor Mia Couto, nascido na cidade da Beira em Moçambique em 1955 está em Penafiel. Sentado na praça principal da cidade, mesmo ao lado de uns cubos de cartão com o seu rosto impressos e com textos seus inscritos, assistiu esta sexta-feira a uma pequena actuação teatral de jovens do Grupo de Teatro O Andaime. Vestiram-se com motivos africanos para interpretar excertos das obras de Mia Couto, “Jesusalém”, “Tradutor de Chuvas” e “Terra Sonâmbula”.



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cidade feita de palavras

Mia Couto é o escritor em destaque na quarta edição do Escritaria. Penafiel será de novo em Outubro, de 15 a 16, palco do maior festival literário em torno de um escritor de língua portuguesa vivo. Depois de Urbano Tavares Rodrigues, de José Saramago e de Agustina Bessa - Luís, a ESCRITARIA em 2011, é dedicada ao estudo, à partilha e à fruição da obra do escritor Moçambicano, Mia Couto, marcando assim a abertura do festival à comunidade dos países de língua Portuguesa (CPLP).
A abertura do evento aos visitantes e habitantes de Penafiel está a cargo do Grupo de Teatro O Andaime (orientado pelo professor Fernando Silvestre da Escola Camilo Castelo Branco de Famalicão).
Novidade é o palavrário, um dispositivo colocado no espaço público que irá permitir aos visitantes exercer a criatividade lexical à maneira de Mia Couto. Trata-se de um dispositivo constituído por um conjunto de caracteres móveis e por um espaço de composição, onde o transeuntes podem encontrar exemplos de invenções lexicais retiradas da obra do escritor e onde serão convidados a construir novas palavras.

sábado, 8 de outubro de 2011

Nobel da Paz

O Prémio Nobel da Paz de 2011 foi atribuído a três mulheres: à presidente liberiana Ellen Johnson Sirleaf, à militante liberiana pela paz Leymah Gbowee e à iemenita Tawakkul Karman, ativista da chamada Primavera Árabe.
As três mulheres foram "recompensadas pela sua luta pacífica para a segurança das mulheres e dos seus direitos em participar nos processos de paz", disse o presidente do comité Nobel norueguês, Thorbjoern Jagland.
"Não podemos conceber a democracia nem uma paz duradoura no mundo, sem que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens, para influenciar a sociedade a todos os níveis", referiu o responsável.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer é o Prémio Nobel da Literatura de 2011

O poeta sueco Tomas Tranströmer é o Prémio Nobel da Literatura 2011, acaba de ser anunciado em Estocolmo pela Academia Sueca.
Nascido em Estocolmo a 15 de abril de 1931, foi psicólogo de profissão até 1990.
O poeta sueco mais traduzido em todo o mundo (em 30 línguas), começou a publicar poesia aos 23 anos e o seu primeiro livro intitulava-se “ 17 dikter” (“17 Poemas”). O seu universo literário descreve um imaginário de magia, onde o surreal é traduzido pela poesia. Escreve sobre a morte, a história, a memória e é conhecido pelas suas metáforas.
A sua obra está traduzida em mais de 60 línguas.Tranströmer não tem obra traduzida em português. No entanto, está representado na coletânea «21 poetas suecos», editada pela Vega, em 1981. Neste livro escreveu poemas sobre Funchal e Lisboa. No início do ano, o blogue Poesia Ilimitada, publicou quatro poemas do poeta sueco.

Tranströmer vive atualmente numa ilha, longe dos olhares do mundo.

Um génio visionário e criativo

"A morte é muito provavelmente a melhor invenção da vida”, afirmou Steve Jobs , em 2005, frente a uma plateia de estudantes da Universidade de Stanford, nos EUA. “Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida”. O icónico fundador da Apple morreu no dia 5 de Outubro, com 56 anos.
"A Apple perdeu um génio visionário e criativo e o mundo perdeu um ser humano fantástico", lê-se no site da empresa. "O Steve deixa uma empresa que só ele poderia ter construído e o seu espírito será sempre o alicerce da Apple".
O legado de Steve Jobs vai além da Apple, da Pixar e dos produtos que ele ajudou a desenvolver. Famoso pela oratória, pela capacidade de síntese de ideias e pelo carisma nas suas apresentações, Jobs deixa ainda uma coleção de afirmações polêmicas, frases visionárias e pensamentos que ajudaram a definir os rumos da tecnologia nos últimos anos.
Algumas das frases de Jobs.