segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Quando plantamos árvores, plantamos sementes de paz e esperança"







A árvore é um símbolo de paz na África.

Em certas comunidades, ainda sobrevive uma antiga tradição. Quando há um conflito, a pessoa mais velha planta uma árvore entre os dois lados em disputa. Este cerimonial sinaliza o início da reconciliação entre as partes. Foi esta herança cultural – ecológica e pacifista – a inspiração para Wangari Maathai, iniciar no Quênia, em 1977, o Movimento Cinturão Verde (GBM, na sigla em inglês), um dos programas de maior sucesso na proteção do meio ambiente, graças ao qual foram plantadas mais de 30 milhões de árvores na África.

O governo do Quênia reconheceu que a morte de Wangari é "uma grande perda para o país, para a África e para todo o planeta", já que fez com que "o mundo entendesse que a água, as árvores e a proteção do meio ambiente ajudam a alcançar a paz".

sábado, 24 de setembro de 2011

José Niza: O adeus, o ficarmos sós

Dois dias depois da morte do mestre Júlio Resende, a Cultura portuguesa perde hoje mais um nome de referência. O músico e compositor José Niza
Apesar de se ter destacado em várias áreas, foi na música que José Niza gravou o seu nome, tendo sido autor de muitas canções de Paulo de Carvalho, Carlos do Carmo, Carlos Mendes, Duarte Mendes, Teresa Silva Carvalho, Vitorino, Fausto e Rui Veloso. Em 1972, em conjunto com José Calvário e Carlos Mendes, ganhou o Festival RTP da Canção com o tema "A Festa da Vida", proeza que voltaria a repetir no Festival da Canção em 1974, 1976 e 1987.

A música “E Depois do Adeus”, interpretada por Paulo Carvalho, e que ficou para a história como uma das senhas musicais do Movimento das Forças Armadas na revolução de 25 de Abril de 1974, foi também escrita por si.

Ainda na música, em 1971, José Niza passou a ser responsável pela produção da editora discográfica Arnaldo Trindade (Discos Orfeu), responsável pelo lançamento de alguns dos nomes mais importantes da música popular portuguesa, como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho, Vitorino, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Manuel Freire, Carlos Mendes e José Calvário, entre outros.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Júlio Resende (1917-2011): uma vida dedicada à arte


Júlio Resende morreu hoje, em Valbom, Gondomar, aos 93 anos.

Nasceu a 23 de Outubro de 1917 no Porto e em 1937 começou a frequentar a Escola de Belas-Artes da cidade, terminando o curso em 1945 com a pintura Os Fantoches.

A primeira exposição do artista acontece em 1946, em Lisboa, cidade onde conhece Almada Negreiros.
Professor do ensino secundário, arrecada em 1952 o Prémio da 7.ª Exposição Contemporânea dos Artistas do Norte, ano em que também executa um fresco da Escola Gomes Teixeira, Porto e faz investigação sobre desenho infantil.
O responsável pela ilustração da obra de Fernando Namora Retalhos da Vida de um Médico, recebe em 1997, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e realiza a decoração de azulejos da estação do Metropolitano de Lisboa de Sete Rios.

«O Desenho é expressão de um consciente que o particulariza», lê-se no sítio da Internet da Fundação Júlio Resende, instituição onde está reunido um espólio de cerca de dois mil desenhos do artista português.

Júlio Resende afirmou: «Que o Desenho seja entendido no seu mais amplo sentido. Não apenas restrito às Artes-Plásticas mas a todas atitudes criativas do Homem. Não é monopólio de qualquer época nem de qualquer sociedade».

"Júlio Resende era uma personalidade de inquestionável valor artístico, ético e humano. Representou Portugal no mundo inteiro partilhando com os outros o valor das suas obras em todas as principais Bienais de Artes Plásticas. Mas nunca perdeu a simplicidade e a ligação que o unia ao Porto que tanto amava.” Francisco José Viegas, secretário de Estado da Cultura

"Ele era uma pessoa muito extrovertida, uma pessoa que vivia sobretudo para arte, que tinha uma obsessão pela arte, pela perfeição, o que o levou à criação do Lugar do Desenho. As legendas que ele fazia para os seus quadros, para as suas obras, os catálogos, eram de um português exemplar. Era um homem que sabia utilizar as palavras da mesma forma que usava as tintas e a paleta." Germano Silva, historiador